domingo, 29 de junho de 2008

Dados da pesquisa


Idade dos entrevistados: de 18 a 62 anos

Qual a importância que você vê em relação a ter acesso ao computador nos dias atuais?

•Facilidades, como acesso a conta bancária e notícias;
•Pesquisas para os estudos;
•Interatividade com outras pessoas de vários locais do mundo;
•Manter-se sempre atualizado e ligado ao mundo;
•Agilidade na comunicação

Dados da pesquisa


Idade dos entrevistados: de 18 a 62 anos
Quando foi a sua alfabetização digital?
50% tarde, depois dos 40
30% na educação infantil
20% no ensino médio

Dados da pesquisa


Idade dos entrevistados: de 18 a 62 anos

O que você entende por alfabetização digital?

•Iniciação ao uso do computador;
•Iniciar-se no mundo digital;
•Modelo de alfabetização para o futuro;
•Ensinar a utilizar o computador para facilitar as aprendizagens.

Dados da pesquisa



Idade dos entrevistados: de 18 a 62 anos
Possui contato com computador no seu localde trabalho?
50% sim
50% não

Dados da pesquisa



Idade dos entrevistados: de 18 a 62 anos
Atualmente você trabalha?
90% sim
10% não

Dados da pesquisa



Idade dos entrevistados: de 18 a 62 anos

Possui cadastro em sites de relacionamento como Orkut e MSN?
70% sim
30% não

Dados da pesquisa




Idade dos entrevistados: de 18 a 62 anos
Se não possui computador sente-se prejudicado?
100% sim
Por que?

•Disponibilidade de tempo para acesso em outro local;
•Falta de informações;
•Falta de interatividade com outras pessoas;
•Fora de assuntos (conversas em grupo)

Dados da pesquisa



Idade dos entrevistados: de 18 a 62 anos
Possui acesso a internet?
100% sim

Dados da pesquisa


Idade dos entrevistados: de 18 a 62 anos
Possui computador em casa?
60% sim
40% não

Dados da pesquisa

Idade dos entrevistados: de 18 a 62 anos
Com que frequencia você utiliza?
97% diariamente
3% não utiliza

Dados da pesquisa

Idade dos entrevistados: 18 anos a 62 anos
Gosta de usar computador?
96% sim
3% não utiliza
1% não



quinta-feira, 26 de junho de 2008

Conclusão
Diante dos dados podemos concluir o quanto o acesso a alfabetização digital na sociedade e nos tempos atuais é importante, pois aqueles que não tem acesso acabam se prejudicando ou sentindo-se isolados de certa forma, portanto é muito importante a promoção de projetos que possibilitem a alfabetização digital e oportunizem ao maior número de pessoas possíveis o acesso a mesma.

Alfabetização X lixo tecnológico

O Brasil encontra - se num grande dilema, pois com avanços tecnológicos e, milhares de brasileiros consumindo todos esses produtos, pergunto - me: Onde irão os antigos "modelos"?, sejam eles, computadores, celulares, mp3 etc. Segundo o site do CDI, são quarenta milhões de toneladas anuais de lixos tecnológicos, hoje no nosso país.
Observo uma grande perda de oportunidade, pois nesta pesquisa não encontramos nada que relacionasse esses abandonos a doações para escolas carentes ou para programas sociais. Lutamos para uma alfabetização digital, proporcionando a não exclusão das pessoas que ainda se mantem no mercado de trabalho sem o dominio do computador. Alguns trabalhadores sentem dificuldade em manusiar a máquina, deixando a máquina à frente do homem.
Não possuimos uma lei que regulamenta o destino desses lixos, e nos encontramos num grande perigo até mesmo ambiental. Para uma população brasileira, que estão consumindo eletrônicos em uma escala cada vez maior, é o momento de se mobilizar em torno de mais esse perigo ao meio ambiente, além de não esquecemos daqueles sujeitos que não possuem este acesso, devido a uma questão econômica e/ou cultural, pois ainda estamos nos adaptando a encontros, aulas, conversas virtuais.

Alfabetização digital

Partindo da pesquisa feita sobre alfabetização digital, pude constatar que o Brasil está evoluíndo muito neste aspecto.Inclusive o Nordeste que é um estado considerado inferior nesse sentido.
Nas escolas observadas, a alfabetização acontece de forma integrada com as outras disciplinas, isso, também é uma grande conquista para educação.

Mundo Digital

Com a elaboração deste projeto e a partir das pesquisas e leituras feitas concluo que estamos vivendo numa sociedade da informação, onde é exigido o mínimo de conhecimento de informática. Tudo gira em torno da tecnologia, onde tudo acontece de forma rápida. Pena que não são todos que tem acesso a essa tecnologia, que nem sabe como funciona o computador. Só a informática não transforma vidas. É preciso que as pessoas vejam a internet como uma ferramenta que traz benefícios para o seu trabalho e sua vida pessoal. Para isso, elas precisam ser ensinadas com uma metodologia que inclua processos mais complexos do que o uso do teclado e do mouse. Dizer que preços baixos dos computadores e a facilidade de comprá-los podem ajudar na resolução do problema é uma grande controvérsia pois não adianta ter um computador sem saber usá-lo, é como ter uma caneta e não saber escrever. Não podemos ter um modelo único de iniciativas de inclusão. Elas devem ser como livros didáticos e os professores, que têm maneiras diferentes de ensinar.

Bianca Walter

Alfabetização digital é preciso!

Entendo que nossa pesquisa vem para afirmar o nosso problema de pesquisa, sim, as pessoas sentem-se excluidas quando não estão em sintonia com essa nova proposta de alfabetização!

Alfabetização Digital: Uma Questão de Necessidade

Tendo em vista os avanços na sociedade atual, e a velocidade com que se desenvolve a tecnologia. Surgiu em nós uma curiosidade e o interesse de verificar qual é a importância da alfabetização digital na sociedade comteporânea, sendo assim fizemos uma pesquisa. A partir daí posso dizer que através dos textos, das entrevistas, dos debates e discussões compreendi o quanto é difícil viver na sociedade atual sem ser alfabetizado digitalmente. Tudo a nossa volta envolve tecnologia, sendo assim quem não esta "capacitado" para viver neste mundo acaba sentindo-se excluído pois acaba tendo dificuldades de acesso a vários espaços e até mesmo de comunicação. Isto ficou claro no momento em que li um projeto de alfabetização digital da Tecnisa, uma construtora de São Paulo que em razão de os fúncionários não conseguirem receber nos caixas eletrônicos, resolveu desenvolver um projeto onde outros funcionários da empresa tornaram-se voluntários para serem ministrante de um curso básico de alfabetização digital, a partir daí refleti sobre o quanto é importante ter uma minima noção de como acessar meios digitais pois isto acaba prejudicando e muitas vezes sendo excluído. Conclu-o que na sociedade comteporânea na minha opinão é indispensável possibilitar o acesso e o aprendizado à aqueles que estão mais distantes do mundo digital para que todos estes não acabem sofrendo mais um tipo de exclusão social, em um mundo em que muitos ja são excluídos.
Projeto de alfabetização digital
A partir das leituras e pesquisas realizadas para a elaboração deste projeto, pude perceber quanto a alfabetização digital realmente se faz necessária para melhorar a educação no Brasil. Trago aqui uma citação de Prado (2005) que traduz meu sentimento em relação a alfabetização digital "(...) torna-se necessário repensar o papel da escola(...)". Creio que realmente isso seja necessário, não somente o da escola, mas da sociedade em geral, pois ainda estamos trabalhando dentro das escolas com metodologias ultrapassadas como o uso de cartilhas, e como exemplo na vida prática, cito que ainda estamos perdendo horas em filas de bancos.
Com certeza as novas tecnologias são a melhor metodologia para realizar estas mudanças, pois esta é uma ferramenta que nos traz muitas possibilidades, "(...) justamente porque demanda novas formas de interpretar e representar o conhecimento." (Prado, 2005).
Para que todas estas mudanças possam ocorrer, julgo ser necessário primeiramente uma mudança na mentalidade dos professores e da sociedade em geral,
Ainda dentro desta visão de mudanças, podemos perceber a importância das redes de conhecimento, e dos sites de relacionamento, pois através destes sites os sujeitos passam a compartilhar interesses e culturas.
Também acredito que as novas tecnologias trarão muitas facilidades para a sociedade em geral além de desenvolver uma perspectiva de usuário consumidor de bens, serviços e informações.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Brasil X Alfabetização Digital


O Brasil e a alfabetização digital
Maria Helena Bonilla

Jornal da Ciência, Rio de Janeiro, 13 de abril de 2001, p.7

Alfabetização digital é hoje, no contexto das chamadas Sociedades da Informação, um dos pontos mais enfatizados. No Brasil, o Programa SocInfo dá prioridade à informatização da economia investindo maciçamente na universalização do acesso às tecnologias da informação e comunicação (TIC) e na preparação dos indivíduos para fazerem uso delas, questões consideradas necessárias à preparação do ambiente onde o setor econômico poderá desenvolver-se. O Livro Verde do Programa dá grande ênfase à alfabetização digital, como a habilidade necessária para que a população possa fazer uso das TIC, mas não precisa muito bem o significado desse termo. Nem no capítulo que trata da Educação na Sociedade da Informação, isso fica claro. Diz apenas que a alfabetização digital precisa ser promovida em todos os níveis de ensino por meio da renovação curricular, fazendo parte da capacitação necessária para atuar no âmbito do uso das TIC, sendo que para o âmbito da aplicação e geração, outras competências são necessárias. Dá a entender que alfabetização digital é um processo "meramente" de compreensão de informações. Apesar do "meramente", ligar alfabetização à compreensão já é um avanço, pois historicamente é considerado alfabetizado aquele que apenas codifica e decodifica símbolos, independentemente do processo de compreensão.
Destaca ainda que é preciso aumentar drasticamente o nível de alfabetização digital no país, condição necessária para que aumente o grau de penetração das novas tecnologias na sociedade brasileira, de forma que esta sociedade esteja mais bem preparada para as mudanças em curso. Mas para quais mudanças a sociedade precisa estar preparada? Se for para as transformações generalizadas que estão acontecendo na sociedade contemporânea, aumentar o nível de alfabetização digital não é suficiente.
É no capítulo que trata da Universalização de Serviços para a Cidadania que esse conceito é melhor explicitado. Diz que a alfabetização digital está relacionada à aquisição de habilidades básicas para o uso de computadores e da Internet, habilidades que aumentem as oportunidades no mercado de trabalho. Ou seja, ser alfabetizado digital é ser usuário de serviços oferecidos pelas novas tecnologias.
A meta prevista pelo Programa é que um em cada cinco brasileiros atinja um nível de alfabetização digital mínimo até 2003. Mas o que é mesmo um nível de alfabetização digital mínimo? Está indicada a oferta de treinamento básico para que a população possa adquirir essa habilidade nesse curto espaço de tempo, sugerindo inclusive o (auto)aprendizado, disponível a custo zero (em vídeo e/ou na rede), cursos livres, presenciais e a distância, testes de habilitação reconhecidos pelo mercado, como formas de promover essa "alfabetização" aligeirada.
Como pode-se perceber, a previsão de investimentos na capacitação da população é muito pequena, se é que podemos chamar alfabetização digital de "capacitação". Como a nova economia, digital, necessita de um grande número de consumidores para não perder negócios, entende-se que as comunidades de baixa renda constituem uma parcela significativa desses consumidores, sendo necessário prepará-los para poderem atuar na nova sociedade de forma que esse modelo econômico não corra o risco de estagnar-se. Além disso, considera-se que as habilidades necessárias para ser esse consumidor são as mais elementares possíveis – basta ser capaz de navegar e efetuar compras on-line. Daí a falta de uma política para democratização do acesso - entendendo democratização para além da universalização do acesso e da alfabetização digital; como participação efetiva, onde os indivíduos têm capacidade não só de usar e manejar o novo meio, mas também de prover serviços, informações e conhecimentos.
Portanto, na concepção do Programa SocInfo no Brasil, a alfabetização digital consiste em ter habilidades básicas para poder usar as novas tecnologias numa perspectiva de usuário consumidor de bens, serviços e informações. O problema não está em conceber "alfabetização digital" nessa perspectiva, e sim em prever que isso é suficiente para considerar o indivíduo como "incluído" na Sociedade da Informação. É evidente que na perspectiva economicista, estar "incluído" significa ser consumidor. No entanto, inclusão é um conceito mais abrangente do que isso, significa que aquele que está incluído é capaz de participar, questionar, produzir, decidir, transformar, é parte integrante da dinâmica social, em todas as suas instâncias.
Como conseqüência dessa visão reducionista, as necessidades educacionais são minimizadas, uma vez que basta cursos de curta duração para "capacitar" a população a fazer uso das tecnologias. Em momento algum é considerado que essas habilidades básicas são adquiridas em alguns poucos contatos com a tecnologia, sem a necessidade de cursos de treinamento. Também não é considerado que a necessidade educacional básica da população brasileira é alfabetização sim, mas em sentido amplo, em todas as áreas, abrangendo não só os processos de codificação, decodificação e compreensão, mas também processos de análise, organização, produção e socialização de informações e conhecimentos. E para isso, uma política de educação de qualidade é fundamental.
O próprio Livro Verde aponta as limitações da concepção que toma a alfabetização digital como indicador suficiente para considerar o indivíduo como incluído na Sociedade da Informação. O capítulo que trata da Universalização de Serviços para a Cidadania aponta a necessidade de, além da alfabetização digital, capacitar as pessoas para a utilização das mídias em favor dos interesses e necessidades individuais e comunitárias, com responsabilidade e senso de cidadania, permitindo que as pessoas atuem como provedores dos conteúdos que circulam na rede, sendo que, para isso, além da universalização do acesso, é necessário também a democratização do uso.
O capítulo que trata da Educação na Sociedade da Informação também aponta nessa direção ao afirmar que as pessoas, embora "alfabetizadas" no mundo digital, necessitam de "algo mais para efetivamente funcionar na sociedade da informação". Traz a noção de fluência como sendo a "capacidade de reformular conhecimentos, expressar-se criativa e apropriadamente, bem como produzir e gerar informação". No entanto, não explora essa questão. Ao contrário, ao afirmar que essa capacidade está reservada a profissionais com conhecimentos especializados em TIC, aprofunda a polarização: alfabetização digital para a grande maioria da população, os consumidores, e fluência para a pequena parcela que consegue realizar curso de nível superior. Isso significa que somente estes terão a oportunidade de produzir e expressar-se, de efetivamente ser cidadãos? (Re)construir conhecimentos, expressar-se criativa e apropriadamente e produzir e gerar informações são capacidades que qualquer ser humano pode desenvolver, com ou sem as TIC. No entanto, essas tecnologias potencializam essas capacidades e abrem espaço para o surgimento de outras, independentemente de termos ou não um curso especializado. Portanto, é possível trabalhar com a noção de fluência em TIC em todas as esferas sociais, relacionando com o conceito de cidadania e enfatizando o papel da Educação nesse processo, educação que acontece em todos os espaços de aprendizagem, formais ou não, e não apenas em cursos especializados.
Fonte: http://www.faced.ufba.br/( acessado 12 de junho de 2008.)

Projeto Empresarial Alfabetização Digital

http://www.tecnisa.com.br/atecnisa/responsabilidadesocial/res_alfabetizacao.aspx (acessado em 12/06/08)
Para conhecer mais sobre este projeto acesse o site da Tecnisa,la podemos encontrar o mesmo de forma detalhada, vale a pena dar uma olhadinha!!!